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quarta-feira, 5 de março de 2025

CONDENADO A VIVER

Por que Deus permitiu que eu a conhecesse, se logo depois a tirou de mim?

Por que nos deixou viver momentos tão lindos, se eu nunca mais iria vê-la?

Por que quis que eu a amasse, se eu nem ao menos amava a mim mesmo?

 

Parte de mim morreu, e o que restou é apenas saudade.

Tua presença é onipresente. Às vezes, penso que morri só para estar ao teu lado. Fecho os olhos e escuto você me chamar. Sei que ainda estou vivo... porque não a vejo.

 

Senil, maluco? Não sei o que sou. Talvez um velho demente, doente, nostálgico... ou um andarilho morto-vivo, sentenciado pela paixão. Como se eu fosse culpado pela perda precoce do meu amor—e condenado a viver. A viver sem você. A viver com essa saudade que me mata e, ao mesmo tempo, me faz crescer.

 

Se eu estivesse aí, não estaria morto. Mas tenho um consolo: sei que estou evoluindo. Sei que preciso passar por isso, que é meu carma. Pelo menos, meu espírito estará em eterna elevação.

 

Alexandre M Brito

 

 

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