ESCRAVO DA PAIXÃO
Senhora, dona do meu coração,
sou seu escravo da paixão.
Por isso, peço a abolição
do ato de abstenção.
Por que tanta aversão
a quem pede união,
com um sincero perdão,
só oferecendo adoração?
O quanto fui açoitado,
morrendo a pedir alforria,
adentro a senzala amorosa
por imensa nostalgia.
E assim se foi
um coração de alegria.
Hoje se cala a majestosa,
em seu pedido de alforria.
ALEXANDRE M. BRITO
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